TIVE UM CORAÇÃO, PERDI-O
Tive um coração, perdi-o
Ai quem mo dera encontrar
Preso no lodo dum rio
Ou afogado no mar
Quem me dera ir embora / Ir embora e não voltar
A morte que me namora / Já me pode vir buscar
Tive um coração, perdi-o / Ainda o hei-de encontrar
Preso no lodo dum rio / Ou afogado no mar
Amália / Fontes Rocha
Espaço de partilha e divulgação das atividades da BE da E.B. 2/3 de Corroios, concelho do Seixal, distrito de Setúbal
segunda-feira, 23 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Poemas de Segunda
O Relógio
Pára-me um tempo por dentro
passa-me um tempo por fora.
O tempo que foi constante
no meu contratempo estar
passa-me agora adiante
como se fosse parar.
Por cada relógio certo
no tempo que sou agora
há um tempo descoberto
no tempo que se demora.
Fica-me o tempo por dentro
passa-me o tempo por fora.
José Carlos Ary dos Santos
Pára-me um tempo por dentro
passa-me um tempo por fora.
O tempo que foi constante
no meu contratempo estar
passa-me agora adiante
como se fosse parar.
Por cada relógio certo
no tempo que sou agora
há um tempo descoberto
no tempo que se demora.
Fica-me o tempo por dentro
passa-me o tempo por fora.
José Carlos Ary dos Santos
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Poemas de Segunda
TORTURA
Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
-E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...
Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
-E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...
São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!
Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo forte, estranho e duro,
Que dissesse a chorar, isto que sinto!!
Florbela Espanca
POEMAS DE SEGUNDA
Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.
Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente. que é verde como a cor que
quando a água de Abril sobre nós cai.
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.
José Carlos Ary dos Santos
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Português Correcto
Português Correcto
Actividade relativa ao período compreendido entre 29 de Abril e 13 de Maio
Como se diz?
A) Houve pouca aderência ao jogo de andebol.
B) Houve pouca adesão ao jogo de andebol.
Escolhe a opção correcta e coloca a tua resposta na caixa que existe na Biblioteca Escolar.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Poemas de Segunda
Abril de Sim Abril de Não
Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.
Manuel Alegre
Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.
Manuel Alegre
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