MANUEL ANTÓNIO PINA (1943/2012)
A biblioteca escolar associa-se à iniciativa, promovida pelo Museu Nacional de Imprensa, intitulada Onda Pina: a poesia em movimento, para assinalar o 71º aniversário do nascimento do jornalista e escritor Manuel António Pina, Prémio Camões 2011.
Preparámos uma pequena exposição e no dia 18 de novembro vamos andar pelas escolas EB 2 3 de Corroios e EB 1 D. Nuno Álvares Pereira a ler poemas de Manuel Pina.
Espaço de partilha e divulgação das atividades da BE da E.B. 2/3 de Corroios, concelho do Seixal, distrito de Setúbal
sábado, 15 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
Alguns dos momentos, a LER, sempre a LER ....
| Leitura no café |
| A leitura continua no café. As professoras ouvem com atenção. |
| Na sala de professores |
| Ainda na sala de professores |
| As leituras continuaram na EB1 D. Nuno Álvares Pereira |
| Numa outra sala de aula da EB1 D. Nuno Álvares Pereira. |
| A leitura continua, agora para os alunos do 1º ano |
| Todos aplaudem a LEITURA e os LEITORES! |
sábado, 1 de novembro de 2014
Dia das bibliotecas escolares
O dia foi comemorado com entusiasmo na EB2 3 de Corroios.
Junto à biblioteca encontrava-se uma exposição de promoção da leitura e no interior da biblioteca decorreu a troca de livros usados.
Pelas onze horas, muitos professores
leram para os seus alunos um pequeno texto. Alunos do 5º C e do 6º B leram
poemas dentro e fora da escola, tendo visitado também a EB1 D. Nuno Álvares Pereira. É vê-los … de
saco a tiracolo e o entusiamo estampado no rosto.
Temos também um pequeno vídeo de
promoção da biblioteca escolar, mas esse divulgaremos mais tarde. Estejam atentos!
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
27 de outubro - Dia Internacional das Bibliotecas Escolares –
É já na próxima segunda-feira que vamos celebrar o dia
internacional das bibliotecas escolares. Estejam atentos!
Das 11:00 às 11:10, ou das 16:00 às 16:10 o Agrupamento vai estar a LER.
Vamos todos levar um livro e trocar por outro na banca da troca de livros usados!
Participem!
Deixamos desde já um poema alusivo às bibliotecas. Esperamos que gostem!
Na biblioteca
O que não pode ser dito
guarda um silêncio feito
de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre demasiado tarde,
quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,
em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu também
virada para o lado de dentro,
as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.
Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.
O que não pode ser dito
guarda um silêncio feito
de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre demasiado tarde,
quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,
em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu também
virada para o lado de dentro,
as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.
Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.
Manuel António Pina
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Na Rua das Lojas Escuras, DE Patrick Modiano
Deixamos um pequeno excerto, PORQUE LER É IMPORTANTE!
«Deu-se então em mim uma
espécie de estalido. O panorama que se avistava daquele quarto provocava-me um
sentimento de inquietação, uma apreensão que eu já conhecera. Aquelas fachadas,
aquela rua deserta, aquelas silhuetas de sentinela no crepúsculo perturbavam-me
à maneira insidiosa de um perfume ou de uma canção outrora familiares. E tive a
certeza de que muitas vezes, àquela mesma hora, ficava ali, imóvel, à espreita,
sem fazer o mínimo gesto, sem ousar sequer acender a luz. Quando tornei a
entrar na sala, julguei que já não havia lá ninguém, mas afinal estava a dona
da casa estendida no banco de veludo. Dormia. Aproximei-me silenciosamente e
sentei-me na outra ponta do banco. Uma bandeja com um bule e duas chávenas, no
meio do tapete de lã branca. Tossi um pouco. Ela não acordou. Então, deitei chá
nas duas chávenas. Estava frio.»
Patrick Modiano, vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2014
Considerado por alguns críticos o mais
importante escritor francês vivo, Patrick Modiano, nascido em
Boulongne-Billancourt, nos arredores de Paris, em 1945 foi galardoado com o PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA.
Autor de mais de 30 títulos -- o primeiro editado em
1969, "La Place d`Étoile" -, muitos marcados pela experiência da II
Guerra Mundial e as sequelas da ocupação nazi, Modiano tem publicados em
Portugal "Domingos de agosto", pelas Publicações Dom Quixote, em
1988, "Um circo que passa", também pela Dom Quixote, em 1994,
"Dora Bruder", pelas Edições Asa, em 1998, e "No café da
juventude perdida", também pela ASA, em 2009, além de "A rua das
lojas escuras", pela Relógio d`Água, em 1987, e de "O
horizonte", pela Porto Editora, em 2011.
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